Introdução
A MPOX em 2026 permanece sob monitoramento das autoridades sanitárias nacionais e internacionais. Após o pico de casos registrado entre 2022 e 2023, a doença apresentou queda significativa nas notificações globais. Ainda assim, a vigilância epidemiológica continua ativa devido à circulação do vírus em regiões endêmicas e à possibilidade de variantes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a mpox segue sendo acompanhada de perto, principalmente em países da África Central. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos de notificação obrigatória, testagem e monitoramento de casos suspeitos.
Este artigo reúne informações atualizadas até 20 de fevereiro de 2026, com base em comunicados oficiais e relatórios de saúde pública.

O Que é MPOX?
A MPOX é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo ao qual pertence o vírus da varíola humana. O nome “mpox” substituiu oficialmente “monkeypox” após recomendação da Organização Mundial da Saúde para reduzir estigmatização e evitar associações inadequadas.
A doença pode variar de quadros leves a moderados, com recuperação espontânea na maioria dos casos. Entretanto, pessoas imunossuprimidas, crianças pequenas, gestantes e pacientes com comorbidades podem apresentar risco maior de complicações.
Segundo a OMS, a taxa de letalidade global observada nos surtos recentes foi significativamente inferior à da varíola histórica, especialmente em países com acesso a serviços de saúde estruturados.

Panorama Global da MPOX em 2026
Redução após o pico
Entre 2022 e 2023, o mundo registrou dezenas de milhares de casos confirmados fora das áreas tradicionalmente endêmicas. Em resposta, países intensificaram:
- Vigilância epidemiológica
- Campanhas de informação
- Testagem laboratorial
- Vacinação direcionada
Em 2024 e 2025, observou-se queda consistente nos registros globais. Já a MPOX em 2026, os dados indicam um cenário de controle, mas não de erradicação.
A Organização Mundial da Saúde mantém monitoramento contínuo devido à circulação do vírus em regiões específicas e ao surgimento de variantes conhecidas como “clados”.

MPOX em 2026 no Brasil
Situação epidemiológica
O Ministério da Saúde informa que o Brasil mantém vigilância ativa. Até fevereiro de 2026:
- Não há surto nacional ativo de grande proporção
- Casos esporádicos continuam sendo registrados
- O protocolo de notificação compulsória permanece vigente
Comparativo recente:
- 2022–2023: maior número de casos no país
- 2024: queda expressiva
- 2025: registros pontuais
- 2026: monitoramento preventivo
A estrutura de vigilância permite identificar rapidamente casos suspeitos, realizar exames laboratoriais e orientar isolamento quando necessário.

Sintomas da MPOX em 2026
Os sintomas de mpox geralmente aparecem entre 5 e 21 dias após a exposição ao vírus.
Fase inicial
- Febre
- Dor de cabeça intensa
- Dores musculares
- Fadiga
- Aumento dos linfonodos
Fase cutânea
Após os sintomas iniciais, surgem lesões na pele que evoluem em estágios:
- Manchas
- Pápulas
- Vesículas
- Pústulas
- Crostas
As lesões podem surgir no rosto, mãos, pés, tronco e região genital.
Na maioria dos casos, a recuperação ocorre entre duas e quatro semanas.

Como Ocorre a Transmissão?
A transmissão da mpox ocorre principalmente por:
- Contato direto com lesões cutâneas
- Contato com fluidos corporais
- Contato íntimo prolongado
- Objetos contaminados
- Exposição respiratória próxima e prolongada
Em regiões endêmicas, também pode ocorrer transmissão de animais para humanos.
Importante destacar que a mpox não é classificada exclusivamente como infecção sexualmente transmissível, embora o contato íntimo seja um dos principais contextos de transmissão nos surtos recentes.

Existe Vacina Contra MPOX em 2026?
Sim. Vacinas originalmente desenvolvidas contra a varíola demonstraram proteção cruzada contra a mpox.
No Brasil no Brasil, a vacinação segue estratégia direcionada para:
- Profissionais de saúde com risco de exposição
- Contatos próximos de casos confirmados
- Grupos considerados prioritários
A vacinação não é universal, mas estratégica, conforme avaliação epidemiológica.
Tratamento e Recuperação
Não há tratamento específico para todos os casos de mpox. A maioria dos pacientes recebe:
- Tratamento sintomático
- Controle de dor
- Hidratação adequada
- Monitoramento médico
Casos mais graves podem necessitar hospitalização, mas representam minoria.
O diagnóstico precoce é considerado fundamental para reduzir complicações e interromper cadeias de transmissão.
Vigilância Genômica e Variantes
MPOX em 2026, autoridades de saúde continuam monitorando variantes do vírus.
A vigilância genômica permite:
- Identificar mutações
- Avaliar transmissibilidade
- Atualizar protocolos clínicos
- Antecipar possíveis surtos
Essa estratégia tornou-se essencial após as experiências globais com outras emergências sanitárias.

Impacto na Saúde Pública
A resposta à mpox reforçou aprendizados importantes:
- Comunicação clara reduz desinformação
- Monitoramento rápido evita disseminação
- Cooperação internacional fortalece resposta
- Informação baseada em evidência protege a população
A atuação coordenada entre países impediu que a doença atingisse níveis pandêmicos comparáveis à COVID-19.

Prevenção Atualizada em 2026
Autoridades recomendam:
✔ Evitar contato com pessoas com lesões suspeitas
✔ Não compartilhar objetos pessoais
✔ Higienizar as mãos regularmente
✔ Buscar atendimento médico ao surgirem sintomas
✔ Seguir orientações oficiais
A prevenção continua sendo a principal ferramenta de controle.
MPOX em 2026 e a Desinformação
Durante os primeiros surtos, a mpox foi alvo de fake news e informações incorretas.
Especialistas alertam que:
- A doença não está associada a grupos específicos
- Não há evidências de transmissão aérea ampla como na COVID-19
- A maioria dos casos evolui de forma leve
O acesso a fontes confiáveis é essencial.
Perspectivas para o Futuro
Especialistas consideram que a mpox em 2026 deve permanecer sob vigilância nos próximos anos, especialmente devido à mobilidade internacional e à circulação em áreas endêmicas.
O cenário atual em 2026 é considerado estável no Brasil, mas a vigilância não foi descontinuada.

FAQ – Perguntas Frequentes Sobre MPOX em 2026
1. A MPOX ainda é emergência global?
O status internacional foi reavaliado, mas o monitoramento continua ativo.
2. Existe risco de novo surto no Brasil?
Atualmente, o risco é considerado controlado, mas a vigilância permanece.
3. Quais são os primeiros sintomas?
Febre, dor de cabeça, fadiga e aumento dos linfonodos.
4. A maioria dos casos é grave?
Não. A maioria evolui com sintomas leves a moderados.
5. Existe vacina no Brasil?
Sim, para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
6. Quanto tempo dura a doença?
Em média, de duas a quatro semanas.
7. Crianças podem contrair mpox?
Sim, embora a maioria dos casos recentes tenha ocorrido em adultos.
Conclusão
A MPOX em 2026 apresenta cenário de controle no Brasil e redução significativa de casos globais em comparação ao pico registrado entre 2022 e 2023. Ainda assim, autoridades mantêm vigilância ativa devido à circulação do vírus em regiões endêmicas e ao surgimento de variantes.
O Brasil segue protocolos alinhados às recomendações da Organização Mundial da Saúde, com monitoramento, testagem e vacinação estratégica para grupos prioritários.
A informação responsável, baseada em evidências e fontes oficiais, continua sendo a melhor ferramenta para prevenção e segurança coletiva.
Fontes Oficiais
- Organização Mundial da Saúde – Mpox
https://www.who.int/health-topics/mpox - Ministério da Saúde – Mpox
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/m/mpox
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Cláudio Caires:
Responsável pelo Portal Caires, Dir. Caires Emergência & Treinamentos, Comunicólogo Social & Institucional, Instrutor de Socorros e Resgates, Técnico de Segurança do Trabalho, Instrutor Bombeiro Profissional Civil, Profissional Resgatista Rodoviário.
